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Em primeira sabatina, Arthur Lira diz que fim da 6x1 pode gerar desemprego

Arthur Lira (PP) Reprodução/ TV Ponta Verde O candidato ao Senado por Alagoas, Arthur Lira (PP), afirmou que o fim da escala 6x1 pode provocar desemprego em a...

Em primeira sabatina, Arthur Lira diz que fim da 6x1 pode gerar desemprego
Em primeira sabatina, Arthur Lira diz que fim da 6x1 pode gerar desemprego (Foto: Reprodução)

Arthur Lira (PP) Reprodução/ TV Ponta Verde O candidato ao Senado por Alagoas, Arthur Lira (PP), afirmou que o fim da escala 6x1 pode provocar desemprego em alguns setores da economia. Ele também disse que pontos turísticos do Litoral Norte do estado estão “dominados por facção” e criticou a regulação da saúde em Alagoas. As declarações foram dadas nesta terça-feira (1º), durante sabatina da TV Ponta Verde. LEIA MAIS: Renan Calheiros critica JHC e defende mudança no Bolsa Família em primeira sabatina Eleições 2026: veja todos os candidatos ao Senado por Alagoas 📱Participe do canal do g1 Alagoas A entrevista faz parte de uma série de sabatinas da TV Ponta Verde com candidatos ao Senado por Alagoas. O próximo entrevistado será Davi Davino Filho (Republicanos), nesta quarta-feira (2). Lira também falou sobre saúde, educação, cotas raciais, primeira infância e segurança pública. Segundo ele, caso seja eleito senador, pretende atuar para ampliar recursos destinados aos municípios e defender mudanças na legislação de combate ao crime organizado. TV Asa Branca Alagoas dá inicio à cobertura das eleições 2026; confira Segurança pública Durante a entrevista, Lira afirmou que organizações criminosas avançaram sobre cidades do Litoral Norte de Alagoas e citou municípios que estão entre os principais destinos turísticos do estado. O candidato citou São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras, Passo de Camaragibe, Japaratinga e Maragogi e disse que o tráfico tem interferido na rotina dos moradores dessas regiões. “O tráfico está tomando conta da vida das pessoas e o Estado está leniente”, declarou. Lira defendeu o endurecimento das penas para integrantes de organizações criminosas e afirmou que pessoas condenadas por crimes ligados a facções não deveriam ter direito à progressão de pena. Segundo ele, esses presos também deveriam cumprir pena em unidades de segurança máxima, separados de condenados por crimes de menor potencial ofensivo. O candidato também defendeu maior atuação das Forças Armadas e da Polícia Federal nas fronteiras do país para impedir a entrada de drogas e armas. Escala 6x1 Questionado sobre o debate no Congresso Nacional para reduzir a jornada de trabalho e acabar com a escala 6x1, Lira afirmou que a discussão ainda é “prematura” e disse que uma mudança pode elevar os custos de empresas. Segundo o candidato, apesar de a proposta ser popular e beneficiar trabalhadores, determinados setores podem reduzir postos de trabalho caso precisem aumentar a quantidade de funcionários para manter o funcionamento dos serviços. “Tem muitos setores que vão desempregar porque não vão aguentar a rotatividade de funcionários para manter os seus serviços funcionando”, afirmou. Lira também disse que mudanças no perfil dos trabalhadores precisam ser consideradas na discussão sobre a legislação trabalhista. Segundo ele, parte da população tem buscado atividades autônomas e negócios próprios em vez de empregos com carteira assinada. Saúde Na área da saúde, Lira criticou o sistema de regulação de pacientes em Alagoas e afirmou que moradores precisam percorrer grandes distâncias para receber atendimento. “A regulação da saúde do estado de Alagoas é capenga, ela é para privilegiar alguns, ela não pensa na população mais carente”, disse. O candidato citou casos de pacientes do interior encaminhados para municípios de outras regiões para procedimentos médicos e defendeu uma reorganização do atendimento. Lira também afirmou que pretende continuar destinando recursos por meio de emendas parlamentares para o custeio da atenção básica e de serviços de média e alta complexidade nos municípios. Segundo ele, a ampliação do atendimento no interior pode reduzir a quantidade de pacientes que precisam buscar hospitais em Maceió. Cotas raciais Ao responder uma pergunta sobre combate ao racismo, Lira defendeu políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais e afirmou que as cotas são importantes, mas não deveriam funcionar como uma política permanente. “Cotas, no mundo, elas servem sim como incentivo; não podem ser uma política pública permanente”, afirmou. Segundo o candidato, investimentos em educação, saúde, geração de emprego e oportunidades devem ser usados para reduzir as desigualdades que atingem principalmente a população de baixa renda. Lira também afirmou que políticas de inclusão precisam ampliar as oportunidades de ascensão social da população alagoana. Educação Na educação, Lira defendeu a valorização dos professores, mas afirmou que a remuneração também deve considerar resultados apresentados pelos profissionais. “A gente sempre prestigiou a categoria dos professores; é uma categoria que precisa ser muito bem remunerada, deve ser muito bem remunerada, mas a gente defende também que tenha um medidor mais efetivo de meritocracia”, afirmou. Segundo o candidato, mecanismos de avaliação e programas de incentivo podem ajudar a melhorar os indicadores educacionais do estado. Lira também mencionou a taxa de analfabetismo de Alagoas e afirmou que União, estados e municípios precisam atuar para reduzir os índices. Primeira infância Lira defendeu a ampliação do número de creches e escolas em tempo integral para crianças na primeira infância. Segundo ele, aumentar a oferta de vagas permite que mães que não têm condições de pagar por cuidadores possam trabalhar enquanto os filhos permanecem em um ambiente adequado. O candidato citou o programa Gigantinhos, implantado em Maceió, e afirmou que iniciativas semelhantes deveriam ser ampliadas para outras cidades de Alagoas. Lira disse ainda que, no Senado, pretende atuar para liberar recursos federais destinados à construção e manutenção de creches.